América do Norte será sede da Copa do Mundo de 2026; Brasil votou contra


América do Norte será sede da Copa do Mundo de 2026; Brasil votou contra.

Congresso da Fifa em Moscou decidiu que Mundial será em três países: EUA, México e Canadá. O voto do Brasil no Marrocos surpreendeu americanos e mexicanos. Reportagens de Pedro Vedova e Joanna de Assis no Jornal Nacional.

A Fifa escolheu nesta quarta-feira (13) a sede da Copa de 2026, que promete ser a maior da história. Pela primeira vez, três países vão receber os jogos.

O presidente poliglota saudou o encontro do mundo da bola. Mas Gianni Infantino também tinha críticas na ponta da língua. Disse que a Fifa era uma entidade clinicamente morta quando assumiu e anunciou a candidatura à reeleição em 2019.

O conselho do presidente russo foi não misturar política com futebol. Mas isso era o que o próprio Vladimir Putin fazia ali.

Os muros diplomáticos foram sendo demolidos. A candidatura norte-americana vendeu a integração entre Estados Unidos, México e Canadá, dois países cada vez mais distantes do atual governo americano.

A delegação marroquina pediu que o voto considerasse a transformação que mais uma Copa traria à África, mas não convenceu: a América do Norte recebeu 134 votos; Marrocos, 65.

O Brasil surpreendeu e preferiu apoiar o país africano. O presidente da CBF, Coronel Nunes, tentou explicar o voto inesperado.

“Eles já fizeram Copa, seria bom que fosse o Marrocos”.

A Copa de 2026 vai ser a primeira com 48 seleções. Vão ser 16 estádios e mais de 1.100 jogadores. No final das contas, a infraestrutura e também o dinheiro pesaram na escolha da Fifa.

A Fifa espera faturar US$ 11 bilhões. Vão ser 80 jogos, 16 a mais do que na Rússia, e a maioria nos Estados Unidos. Com 16 países a mais, a disputa ficou dividida em 16 grupos de três. Os dois melhores passam à fase seguinte e, a partir daí os jogos serão eliminatórios.

Daqui a oito anos, o Brasil tem tudo para volta a disputar uma taça nos Estados Unidos e no México, e não há lembranças melhores para a seleção brasileira.

O resultado desta quarta a gente adiantou na terça, no Jornal Nacional. Agora, não deixa de ser curioso o voto do Brasil, né? É que havia um acordo de votação em bloco com os nossos vizinhos, mas o Brasil acabou sendo o único país do continente americano a votar contra a Copa na América do Norte.

NA CONTRAMÃO
O voto do Brasil no Marrocos também surpreendeu americanos e mexicanos.

Entre os países-sede, só o Canadá é novato.

O México recebeu o torneio em 1970 e em 1986, e os Estados Unidos se orgulham da Copa de 1994, até hoje, recorde de público nos estádios: 3,6 milhões de pessoas.

Por uma rede social, o presidente Donald Trump comemorou o resultado desta quarta-feira (13), mas em uma postagem de abril, o tom foi diferente.

“Seria uma vergonha se países que sempre apoiamos fossem contra nós. Por que deveríamos ajudar esses países se eles não nos ajudam?”, disse Trump.

A Federação Americana se disse desapontada com o voto da CBF na candidatura do Marrocos.

Já a Federação Mexicana ironizou que precisa fazer um grande trabalho para daqui a oito anos receber os parabéns do Brasil.

México e o Canadá vão sediar dez partidas cada um, todas na fase de grupos. Os Estados Unidos terão 60 dos 80 jogos do Mundial de 2026. A ideia é que grande final seja disputada na zona metropolitana de Nova York, em um estádio que geralmente recebe partidas de futebol americano, e tem capacidade para mais de 82 mil pessoas.


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